Iniciamos o podcast Marketerapia News: nele aprofundo as mudanças mais importantes do marketing digital em 2026 – especialmente para quem atua em negócios B2B.

Com base em pesquisas de diversas fontes (MIT, estudos sobre G.E.O, relatórios de IA e análises de comportamento no Instagram), exploramos:


Como os robôs decidem o que comprar (e o que isso faz com o seu marketing B2B)

Por muito tempo, a promessa da tecnologia foi simples: você investe em sistemas, automação, IA… e colhe eficiência e lucro quase automaticamente. Em 2026, essa fantasia está ruindo.

Grandes corporações despejam milhões em inteligência artificial e não veem retorno real. Ao mesmo tempo, pequenos negócios e até jovens empreendedores, usando as mesmas ferramentas, conseguem crescer de forma agressiva. E, no meio disso tudo, um simples “salvar” nas redes sociais passou a valer muito mais do que uma curtida.

Estamos vivendo o fim da era da superficialidade – e isso muda tudo para quem faz marketing e vende para empresas.


1. IA nas empresas: a máquina que não entrega o prometido

Estudos recentes mostram que cerca de 95% dos projetos-piloto de IA generativa não geram impacto relevante no resultado financeiro. Em boa parte das empresas, a IA ainda é tratada como solução mágica:

  • compra-se licença,
  • distribuem-se logins para o time,
  • e se espera um salto de produtividade “por osmose”.

A maior fatia dos investimentos vai para marketing e vendas, com foco em volume: mais campanhas, mais e-mails, mais mensagens. O problema: o mercado já está saturado de conteúdo genérico criado por máquina.

Onde a IA gera ROI de verdade?

  • automação de processos internos complexos,
  • redução de custos em operações invisíveis,
  • gestão de cadeia de suprimentos,
  • análise de contratos e dados em escala.

Ou seja: a IA dá lucro quando resolve gargalos estruturais, não quando só multiplica o barulho.

Há ainda um erro estratégico recorrente:

  • soluções prontas, de fornecedores especializados, têm taxa de sucesso bem maior;
  • tentar “construir uma IA própria” sem maturidade e infraestrutura aumenta o risco de jogar dinheiro fora.

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2. A lacuna de aprendizado: por que “só dar login de IA” não funciona

Ferramentas como ChatGPT, na versão genérica, são excelentes para tarefas individuais: escrever textos, traduzir, resumir reuniões.

Mas, dentro de uma empresa, elas esbarram num limite claro:

  • não se integram aos fluxos de trabalho,
  • não “enxergam” estoque, CRM, ERP,
  • não sabem o que foi decidido na última reunião de diretoria.

São oráculos isolados, não trabalhadores digitais.

Essa é a “lacuna de aprendizado” que separa o uso pontual de IA do uso estratégico. E é justamente aí que surge a próxima etapa: os agentes de IA.


3. Agentes de IA: do assistente de texto ao trabalhador digital

A automação tradicional seguia a lógica “se X, faça Y”. É útil, mas limitada.

Os agentes de IA representam uma virada:

  • têm objetivo claro,
  • acessam múltiplas fontes de dados,
  • aprendem com o contexto,
  • tomam decisões sozinhos.

No comercial, por exemplo, um agente de IA pode:

  • pesquisar um lead em tempo real,
  • detectar uma rodada recente de investimento,
  • adaptar a abordagem para expansão,
  • escolher o melhor horário de contato,
  • desenhar toda a cadência de follow-up.

É a passagem da era do “assistente de digitação” para a era do “trabalhador digital autônomo”.

Mas, para tomar boas decisões, esses agentes precisam ler o mercado – e isso passa diretamente pelo seu conteúdo.


4. G.E.O: aparecer para robôs, não só para humanos

Se o robô faz a pesquisa no lugar do seu cliente, como garantir que ele encontre (e recomende) você?

Surge aí o G.E.O – Generative Engine Optimization: a otimização para motores generativos.

  • SEO antigo: disputar posições na lista de links do Google.
  • G.E.O: disputar o lugar de resposta que a IA vai compilar e entregar.

Hoje não há um algoritmo único: há um ecossistema de modelos (ChatGPT, Gemini, Perplexity etc.), cada um com seu “jeito” de escolher fontes. Alguns preferem grandes veículos e bases institucionais; outros priorizam blogs independentes, vídeos ou fóruns de nicho.

É inviável escrever conteúdos totalmente diferentes para cada robô. O ponto em comum é outro:

  • conteúdo com utilidade real,
  • lastreado em experiência, especialidade, autoridade e confiabilidade (E‑E‑A‑T),
  • capaz de resistir a uma “auditoria” de fatos e referências.

Em resumo: a melhor estratégia para G.E.O é a mesma que funciona para humanos – ser realmente útil e confiável.


5. Redes sociais: do like ao salvamento

Enquanto isso, nas redes, a lógica também mudou.

O Instagram migrou do “gráfico social” (quem você segue) para o “gráfico de interesse” (o que você quer ver). Com isso:

  • número de seguidores deixou de ser garantia de alcance;
  • curtida virou métrica de vaidade – fácil de inflar, pouco relevante.

O que pesa hoje é a atenção qualificada:

  • salvamentos,
  • compartilhamentos,
  • tempo de retenção (rewatch).

Dentro dessas, o salvar é a grande estrela: vale muito mais, em termos de algoritmo, do que um like. Porque salvar exige intenção:

  • é medo de perder uma informação importante depois,
  • e desejo de guardar algo alinhado à identidade (ou à identidade que a pessoa quer construir).

Compartilhar, especialmente em mensagens privadas (o chamado dark social), é o selo máximo de utilidade: “isso aqui resolve algo para alguém que eu conheço”.

E os vídeos acompanham essa mudança:

  • a era dos vídeos frenéticos de 7 segundos está perdendo força;
  • cresce o espaço para vídeos mais longos, calmos, densos – que a pessoa precisa rever para absorver o conteúdo.

Ao mesmo tempo, tecnologias como OCR permitem que a plataforma “leia” o texto que aparece na tela, transformando legendas e títulos em uma espécie de SEO visual. Mais uma vez: contexto e conteúdo de qualidade fazem diferença.


6. O alicerce: dados, ética e o risco do poço envenenado

Outro ponto crítico é a origem dos dados que alimentam tudo isso – da IA corporativa ao algoritmo de rede social.

Hoje, muitas organizações separam:

  • governança de dados (focada em qualidade técnica e privacidade),
  • governança de IA (focada em ética, transparência, viés).

Quando essas áreas não conversam, o risco é alto:

  • dados enviesados entram no sistema,
  • a IA aprende com esse viés,
  • o modelo toma decisões injustas (por exemplo, negar crédito para certos grupos ou regiões).

Tentar corrigir isso só no fim do processo é enxugar gelo. O problema nasce na coleta e no tratamento dos dados.

A saída proposta por quem estuda o tema passa por:

  • equipes multidisciplinares (dados, IA, ética trabalhando juntos),
  • governança proporcional ao risco (uma IA que recomenda música e outra que decide crédito não podem ter o mesmo nível de exigência).

7. O novo desafio: estamos produzindo para pessoas ou para máquinas?

Quando colocamos tudo na mesa – IA corporativa, agentes, G.E.O, Instagram, dados e ética –, surge uma pergunta incômoda:

Se:

  • agentes de IA estão ficando ótimos em produzir e otimizar conteúdo,
  • e outras IAs estão ficando ótimas em ler, filtrar e decidir com base nesse conteúdo…

…em que momento corremos o risco de transformar a internet em um ecossistema onde máquinas produzem para máquinas, e os humanos apenas assistem?

Quando o algoritmo recompensa o conteúdo “perfeito para a máquina”, o espaço para a imperfeição humana, a experimentação e a intuição tende a encolher.

É uma escolha que o mercado vai precisar fazer conscientemente.


8. O recado para pequenas e médias empresas B2B

Para quem vende para empresas – especialmente pequenas e médias –, a mensagem é direta:

Aparecer bem para humanos e para robôs depende de utilidade real e autoridade construída, não de

IA só gera resultado quando está a serviço de problemas reais, não de modinhas.

Sobre o Podcast : Marketerapia News

Este episódio foi roteirizado a partir de uma curadoria de pesquisas e o áudio foi elaborado com apoio da IA NotebookLM, justamente para mostrar, na prática, como a inteligência artificial pode ser usada como aliada na produção de conteúdo estratégico.

Se você quer entender, com profundidade e linguagem clara, como unir IA, conteúdo e redes sociais para gerar negócios de verdade (e não só vaidade digital), dá o play no novo Marketerapia News.

Fontes pesquisadas para esse episódio:

  • 95% das empresas falham em acelerar receita com IA, revela estudo do MIT | Exame
  • Live Webinar on April 2nd: From B2B Buyer Conversations to AI Search-A New B2B Content Playbook
  • Descubra os conteúdos preferidos das IAs (e como ser citado por elas) www.seohappyhour.com
  • GUIA COMPLETO: As 26 Mudanças do Algoritmo do Instagram em 2026 – Rafael Terra
  • Generative engine optimization – Wikipedia
  • Métricas do Instagram 2026: Por que Salvamentos valem mais que Likes
  • Artigo: O paradoxo da solidão na era da hiperconectividade
  • Artigo: The AI Illusion Activity is Up, Impact is Down. Intelligence is The Way Out. The Go-To-Market Intelligence Report | 2025

Descubra por que uma plataforma unificada de IA, simplifica a rotina do empreendedor, aumenta a produtividade e reduz custos no dia a dia.